Arritmia: quando o coração desregula

Em condições normais, o coração bate entre 60 e 100 vezes por minuto. Isso é o que chamamos de frequência cardíaca, ou seja, a velocidade do ciclo cardíaco medida pelo número de contrações do coração por minuto (bpm). Essa frequência pode variar de acordo com as necessidades físicas do organismo, incluindo a necessidade de absorção de oxigênio e excreção de gás carbônico. Em pessoas que se exercitam rotineiramente, ou que recebem medicamentos para diminuir o ritmo cardíaco, a frequência pode cair para 55 batimentos por minuto.

Se sua frequência cardíaca for rápida (mais de 100 batimentos por minuto), essa condição é chamada de taquicardia. A frequência lenta é chamada de bradicardia.
Arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo das batidas do coração. Elas são de vários tipos: taquicardia, quando o coração bate rápido demais; bradicardia, quando as batidas são muito lentas, e há casos em que o coração pulsa com irregularidade (“descompasso”), sendo sua pior consequência a morte súbita.

Os sintomas mais comuns são palpitações ou “batedeiras”, desmaios e tonturas. Em outros casos, os pacientes podem apresentar falta de ar, suor excessivo, pressão baixa e dor no peito. Mas, muitas vezes, as arritmias cardíacas não provocam sintomas, e é aí que mora o perigo!

Toda doença silenciosa é, por isso, perigosa. Para prevenir as arritmias cardíacas, assim como demais doenças cardíacas, é preciso ter hábitos saudáveis: uma alimentação balanceada, rica em legumes, frutas e verduras, não ingerir ou não exceder no consumo de bebidas alcoólicas e energéticos, não fumar, praticar atividades físicas, dar atenção à saúde emocional e, pelo menos uma vez por ano, consultar-se com um cardiologista para a realização de exames preventivos.

O eletrocardiograma é um exame simples e complementar para avaliação cardiológica, capaz de detectar alterações cardíacas. Anote seus sintomas e leve-os ao médico. Não se esqueça de descreve-los em detalhes para que o especialista possa realizar corretamente o diagnóstico.

 

Mulheres são grupo de risco de infarto

 

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde – as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo, o equivalente a cerca de 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 mil por dia.

A primeira causa de morte é o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a segunda é o infarto -, essa incidência vem crescendo entre as mulheres e a taxa de mortalidade por infarto é maior no público feminino. O infarto acontece em decorrência da oclusão arterial. Sem receber o sangue, o tecido não irrigado morre. Trata-se de uma doença traiçoeira, pois nem todos pacientes apresentam sintomas característicos e a sobrevida depende do diagnóstico e tratamento precoces.

Enquanto neles, a dor no peito é um sinal, elas se queixam de dor nas costas, cansaço, queimação no estômago e náusea e associam a crise a problemas gastrointestinais ou ortopédicos, retardando a procura do socorro médico

isso acontece por uma série de fatores. Nos últimos anos, a mulher vem ocupando grande espaço no mercado de trabalho, o que a leva a uma dupla ou tripla jornada de trabalho, considerando a sua atenção também com as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos. Além disso, elas estão cada vez mais expostas a fatores de risco, como o uso de anticoncepcionais, tabagismo, álcool, diabetes e hipertensão, o que tradicionalmente não era comum

Uma das explicações refere-se ao menor calibre das artérias das mulheres, as placas ateromatosas tendem a fechar mais as artérias delas do que dos homens, o que faz com que a obstrução seja mais grave, tornando-as mais propicias a oclusões arteriais. O estrógeno tem função vasodilatadora, evita o acúmulo do LDL, o colesterol ruim, e facilita o HDL, colesterol bom. Mas, na menopausa, período em que as mulheres estão mais velhas e mais propensas a males cardiovasculares, o estrógeno apresenta queda progressiva e diminuição desse efeito protetor.

 

O que preocupa os médicos é que, diferentemente dos homens, as mulheres nem sempre percebem os sinais de que algo está errado. Um dos principais sinais de alerta está no colesterol. O bom, HDL, deve estar acima de 50 mg/dl. O mau, LDL, abaixo de 100 mg/dl e a pressão arterial não deve passar de 12 por 8.

 

aumento da incidência de eventos cardiovasculares na mulher é consequência do envelhecimento natural e do estilo de vida. outras condições negligenciadas pelas mulheres as transformam em vítimas potenciais, como o crescimento da obesidade, o descontrole do diabetes e dos níveis do colesterol, tabagismo, sedentarismo, o estresse do dia a dia e a pressão arterial elevada. A jornada tripla da mulher moderna aumentou o estresse e a ansiedade – fatores que também as deixam mais suscetíveis aos problemas cardíacos.

Com o envelhecimento, a pressão arterial e o nível de colesterol tendem a aumentar. A falta de atividade física e a dieta inadequada levam ao sobrepeso e à obesidade, que também aumentam o risco cardiovascular. A obesidade é um dos fatores de risco mais preocupantes, já que o número de mulheres obesas no Brasil cresceu 64% em 10 anos. Quando a mulher fuma e usa pílula anticoncepcional, os riscos cardiovasculares são triplicados.

 

Mesmo podendo acometer todas as pessoas em faixas etárias distintas, o infarto é ainda mais frequente em homens, a partir dos 55 anos, e nas mulheres, após 65.

 

O aumento das doenças cardiovasculares nas mulheres:

 

entre as brasileiras, 1 em cada 5 mulheres adultas está em risco de desenvolver doenças cardiovasculares;

 

o infarto em mulheres é mais fatal do que entre os homens;

 

no mundo, as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortes entre as mulheres, com 8 milhões de mortes por ano. Este número é oito vezes maior do que o de mortes por câncer de mama;

 

apesar do alto risco, poucas mulheres visitam o cardiologista regularmente;

 

no Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres;

 

os sintomas das doenças cardíacas nas mulheres geralmente são diferentes dos sintomas nos homens. Quando o homem vai ter um infarto, costuma sentir uma forte dor no peito que irradia para os braços. Já nas mulheres é comum sentir náusea, fraqueza, dores gástricas e falta de ar – sintomas que podem ser confundidos com outras doenças.

O Novembro Azul chegou. Vamos aderir!

O câncer de próstata se desenvolve lentamente nos homens e muitas vezes os sintomas demoram a se manifestar. No entanto, bem mais ágil deve ser a prevenção e o tratamento dessa doença, o que é proposto neste mês pela campanha Novembro Azul. Trata-se de um esforço mundial para reduzir a incidência da doença, que causa 28,6% das mortes na população masculina. Já no Brasil, um homem morre a cada 38 minutos, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O Hospital do Coração está comprometido com diversas ações ao longo deste mês. Fique atento! Leia mais

Quando e por que fazer um check-up cardiovascular

O QUE É?

O check-up cardiovascular consiste num grupo de exames que ajudam o médico a avaliar o risco de ter ou desenvolver um problema cardíacos ou circulatório, como insuficiência cardíaca, arritmia ou infarto, por exemplo.

 

Geralmente, este tipo de check-up está indicado para os homens a partir dos 45 anos e em mulheres na fase após a menopausa, pois são os períodos em que o risco de problemas cardiovasculares é maior.

 

Esta ida ao cardiologista deve ser antecipada quando existe:

 

  • Histórico de familiares que tiveram infarte ou morte súbita;
  • Hipertensão arterial constante superior a 139/89 mmHg;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Colesterol e triglicerídeos elevados;
  • Fumantes;
  • Doença cardíaca na infância;
  • Iniciar a prática de um esporte.

 

Caso se tenha detectado algum outro problema do coração, é necessário ir ao cardiologista pelo menos uma vez por ano.

 

POR QUAL MOTIVO DEVO IR?

A avaliação cardiológica de rotina e acompanhamento são obrigatórios para aqueles que já detectaram alterações como colesterol alto, hipertensão, diabéticos e para quem já teve infarto. Tais doenças não têm cura, porém, podem ser controladas.

 

Caso essas doenças não sejam controladas, o risco de complicações graves é alto, como derrame (acidente vascular cerebral) e infarto, o que afeta de forma brusca a qualidade de vida das pessoas.

 

A partir dos achados e de acordo com o sexo e idade do paciente, são propostos exames a serem realizados, que posteriormente são analisados e interpretados para o paciente, e uma decisão conjunta entre o médico e o paciente é então estabelecida.

 

QUAIS EXAMES SÃO INCLUÍDOS NO CHECK-UP?

Dependendo da idade e da história clínica do paciente, os exames incluídos no check-up cardíaco podem variar. No entanto, os mais comuns são:

 

  • Exame de sangue, como hemograma, função renal, colesterol, glicemia, ionograma;
  • Eletrocardiograma e ecocardiograma;
  • Raio X ao tórax.

 

Quando estes exames mostram alterações sugestivas de problemas, o médico pode complementar com outros exames mais específicos como ecocardiografia com doppler, teste ergométrico, cintilografia, Holter de 24 horas ou MAPA de 24 horas, por exemplo.

 

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